NOVIDADES: LIVROS - ADIQUIRA JÁ O SEU!!!
Compreendendo Todas as Parábolas de Jesus - Klyne Snodgrass

Nesta obra o autor discute acerca das parábolas de Jesus com sensibilidade teológica, com atenção cuidadosa para comparar tradições judaicas e greco-romanas, e em um diálogo com a literatura secundária. Eruditos e estudantes igualmente apreciarão sua admirável clareza e inúmeras sugestões recentes. Convicto de que as parábolas são a avenida mais certa para ter acesso aos ensinamentos de Jesus. Klyne Snodgrass analisa todas elas com habilidade, cuidado e imaginação. Ele delineia passos para o intérprete seguir, fornecer material sobre o contexto histórico e cultural.

O período interbíblico - Enéas Tognini


 400 anos! Esse é o tempo que decorre entre o fim do Antigo Testamento e os acontecimentos do Novo Testamento.
Esse tempo é conhecido como Período Interbíblico, que marca o silêncio profético de Malaquias até a pregação de João Batista. Durante muito tempo, esse período de silêncio recebeu muita atenção.
Contudo, por meio deste livro, o respeitado pastor e professor Enéas Tognini mostra-nos a importância deste período para a compreensão do Novo Testamento, sobretudo os evangelhos. Além de conduzir o leitor a uma viagem de Abraão e Malaquias, O período interbíblico revela as transformações pelas quais o judaísmo passou entre os persas, os gregos e os romanos até se tornar o que nos dias de Jesus.
Também como surgiram as principais seitas do judaísmo, como os saduceus, os fariseus e os enigmáticos essênios.
E o mais importante: explica como Deus agiu na preparação social e espiritual do mundo para a vinda do Messias.

Pós-modernismo - Staley J. Grenz


Compreenda os contextos ético, cultural e intelectual de nossos dias ao ler esta obra.
Por que a mensagem do pastor, tão bem preparada, nem sempre consegue chamar a atenção de sua comunidade?
Por que os cristãos mais jovens, quando entram nas universidades, perdem o interesse pelas atividades da igreja?
Essas e muitas outras questões preocupam os pastores e líderes que querem dar relevância à proclamação do evangelho em tempos pós-modernos. Muitos deles não conseguem compreender o pós-modernismo e por isso têm dificuldade em criar estratégias para falar de Deus nos dias de hoje. Foi para ajudar esses pastores e líderes que Stanley J. Grenz escreveu este livro. Nele você encontrará um estudo que o ajudará a entender as razões que levaram ao esgotamento das promessas e filosofias da modernidade e ao surgimento dessa nova maneira de ver o mundo.

A Espada e a Tocha - Rick Joyner
 
"A Espada e a Tocha" é a continuação da mensagem profética iniciada em "A Batalha Final" e "O Chamado".
O entendimento da profecia foi colocado intencionalmente em uma posição além da esfera da ciência e sabedoria humanas.
Compreendê-la pode ser embaraçoso e desanimador para aqueles que acreditam depender de suas próprias habilidades. Mas, para os que tão somente confiam no Senhor, os mistérios fazem parte dessa aventura gloriosa, que é a grande busca pela face de Deus.
Que a mensagem deste livro leve vida e inspiração para você que o lê, uma vida que testifica que o Céu é real, e que nosso Rei está assentado em um trono acima de todos os outros.

Por que ler?

Este livro trará inspiração à sua vida espiritual e moverá seu coração em busca dos dons espirituais. Você, que deseja receber as honras da cruz, recusa-se a recuar na batalha e está disposto a ser usado tremendamente pelo Espírito Santo, junte-se ao autor nesta jornada que irá despertá-lo para o chamado de Deus no tempo presente.
A Revolução do Amor - Joyce Meyer

A REVOLUÇÃO:
Eu adoto a compaixão e abro mão das minhas desculpas.
Eu me levanto contra a injustiça e me comprometo a demonstrar em ações simples o amor de Deus.
Eu me recuso a não fazer nada.
Esta é a minha decisão.
EU SOU A REVOLUÇÃO DO AMOR.
Com capítulos escritos pelos convidados Darlene Zschech da Hillsong, Martin Smith do Delirious?, pelos Pastores Paul Scanlon e Tommy Barnett, e por John Maxwell, A REVOLUÇÃO DO AMOR apresenta uma nova maneira de viver que transformará a sua vida e o seu mundo.Sinopse: 
 
Re-vo-lu-ção: uma transformação repentina, radical e completa na forma como as coisas normalmente são feitas.

Revolução. A própria palavra produz centelhas de esperança, desperta a paixão e inspira lealdade como nenhuma outra palavra do vocabulário humano. Ela nos faz imaginar um pequeno grupo de pessoas que não estão dispostas a continuar vivendo como viveram no passado. 
 
“Creio que esta é a hora para a próxima revolução mundial, a maior revolução de todas”, diz Joyce Meyer. “Não precisamos de uma revolução baseada na política, na economia ou na tecnologia, precisamos de uma revolução de amor”.

O livro que você tem em mãos é perigoso – é um manual revolucionário. Não é apenas um chamado à ação, mas também um chamado para ser... ser a pessoa que ajuda um amigo necessitado... que ajuda um estranho necessitado... que pratica ações arrojadas de bondade.

Joyce Meyer enfatiza que se vivermos para nós mesmos, jamais ficaremos satisfeitos. A Bíblia ensina que somente quando nos entregamos é que recebemos não apenas o que demos, mas também bônus e bênçãos.
 
Joyce Meyer é uma das principais mestras da Bíblia do mundo. Autora de best-sellers em primeiro lugar na lista do New York Times, Joyce escreveu mais de oitenta livros inspiradores, inclusive toda a família de livros da série Campo de Batalha da Mente, assim como muitos outros. Ela também lançou milhares de ensinamentos em áudio e uma biblioteca completa de vídeos. Seus programas de rádio e televisão Desfrutando a Vida Diária® são transmitidos em todo o mundo, e ela viaja intensamente realizando conferências. Joyce e seu marido, Dave, são os pais de quatro filhos adultos e residem em St. Louis, Missouri.
  
Bíblia Judaica Completa - David H. Stern


A Bíblia Judaica Completa tem a tradução de David H. Stern
Esta bíblia é diferente das outras por ser a única na versão portuguesa com seu estilo e apresentação completamente judaicos. Ela inclui a nova versão do Tanakh, feita pelo dr. Stern (Antigo Testamento), bem como seu aclamado novo testamento judaico.

Na Bíblia Judaica Completa você encontrará:
 
- Segue a ordem hebraica dos livros de Tanakn, a ordem com a qual Yeshua estava acostumado
- Apresenta os nomes hebraicos originais de pessoas, lugares e conceitos por meios de transliterações fáceis de ler.
- Concentra-se nas profecias messiânicas
- Não faz nenhuma separação entre Antigo e Novo Testamentos
- Corrige traduções equivocadas do Novo Testamento, resultantes da ambientação teológica antijudaica
- Apresenta o plano de leitura semanal de leituras feitas na sinagoga (e também dos dias de festas) com a adição de leituras relevantes da B'rit Hadashah (Novo Testamento).
- Conecta os cristãos com suas raízes judaicas e com o povo judeu.
- Liga os judeus à judaicidade do Messia Yeshua e da fé messiânica.
Outra característica desta versão bíblica: uma introdução completa, um glossário com explicações de pronúncia, uma glossário invertido e mapas especiais para auxiliar o entendimento da Bíblia.

A Bíblia Judaica Completa demonstra que a palavra de Deus - de Gênesis a Revelação - é um livro judeu unificado, disponível a todos: judeus e não judeus.
  
Novo Testamento Judaico - David H. Stern

 Uma nova tradução do Novo Testamento que transformará seu entendimento da Bíblia.

Mais que uma obra sobre judeus, este é um livro judaico feito por judeus, para judeus e gentios. Sua personagem central, o Messias Yeshua (Jesus), era e é um judeu. A expiação vicária, a salvação, a imersão (batismo), a nova aliança e o verdadeiro conceito de Messias são todos temas judaicos. Em suma, o Novo Testamento tem como alicerce e ao mesmo tempo completa as escrituras hebraicas.

Usando nesta versão para o português os mesmos parâmetros da tradução dos originais gregos para o inglês, o Novo Testamento Judaico apresenta linguagem moderna e agradável. O texto desafia os judeus a compreender que Yeshua é um amigo para todo coração judeu e que o Novo Testamento é um livro judeu repleto de verdades a serem aceitas e praticadas.

Ao mesmo tempo, embora reafirmando a igualdade de gentios e judeus na comunidade messiânica, ele desafia os cristãos a reconhecer o caráter judaico de sua fé e sua unidade com o povo judeu.


Este mundo: Lugar de lazer ou Campo de Batalha? - A.W.Tozer


Livro Este Mundo: Lugar de Lazer ou Campo de Batalha? - A. W. Tozer

Nos últimos anos vem acontecendo um movimento em busca de um tipo de vida cristã em um nível mais elevado. Os cristãos estão percebendo a necessidade de reexaminar sua filosofia de vida à luz da Bíblia. O mundo está perdido, porém na Bíblia encontramos o mapa para navegar neste desconhecido oceano. O fato de estarmos neste mundo é algo constantemente questionado.

Estaríamos aqui para lutarmos ou somente para brincarmos? Muitos desconhecem o real motivo de estarem na Terra, vivem de forma superficial e deixam tudo acontecer ao redor sem interferirem em nada, porém o Senhor deu a cada um de nós uma missão, um porquê de estarmos vivendo. "Este mundo: Lugar de lazer ou campo de batalha?" nos mostrará que devemos estar em constante luta, inconformado e com o desejo de vencer as barreiras com uma visão correta de Deus e do mundo futuro.

Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer Pearlman 


É necessário que todo cristão adquira conhecimento básico das doutrinas expostas na Bíblia. Compreendendo essa necessidade, Myer Pearlman reuniu neste livros um vasto material e informações de grande valor. Esta obra se dirige tanto ao cético como ao crente que deseja melhorar seus conhecimentos bíblicos, a fim de estar sempre preparado para responder com mansidão e temor "a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós". Este é um livro excelente para estudo bíblico, merecedor de lugar de destaque em todo lugar, onde há pessoas que desejam compreender melhor a Palavra de Deus. O autor Myer Pearlman foi um grande pesquisador, e um dos mais apaixonados estudiosos das Escrituras. Deus o abençoou grandemente no seu ministério de ensino da Bíblia. Em Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, ele coloca ao alcance dos leitores o fruto dos muitos anos que passou estudando cuidadosamente a Palavra de Deus.

A Bênção da Torà - Larry Huch


Descubra as raízes judaicas de sua fé cristã através da obra do aclamado escritor e autoridade no assunto, Pastor Larry Huch. Ele o levará a uma incrível jornada pelas verdades escondidas que existem na Torá e na Palavra de Deus. Esta revelação trará vida à Bíblia como nunca antes, e liberará novos milagres e bênçãos na sua vida, ministério, família e nanças.

Começando por sua própria experiência nas ruínas de uma antiga sinagoga em Cafarnaum, o Pastor Larry revela verdades espirituais poderosas que irão colocá-lo em contato com as ricas heranças de sua fé - desde Abraão, Isaque e Jacó até Jesus.

A Bênção da Torá o ajudará a descobrir:

• O que o apóstolo Paulo quis dizer quando ensinou que aqueles que acreditam são “enxertados” (Romanos 11:17).
• Como as festas bíblicas possuem as chaves para liberar um fl uir contínuo das bênçãos da aliança.
• Por que o Shabat é o tempo determinado por Deus para liberar sobre o Seu povo promessas sobrenaturais.
• Como o xale de oração judaico traz a promessa de “cura em Suas asas” (Malaquias 4:2).
• Como a profecia bíblica está sendo cumprida para unir judeus e cristãos nesses tempos do fim.

Comece sua própria jornada hoje mesmo, vivenciando a experiência da revelação sobrenatural e do destino espiritual encontrados em A Bênção da Torá... quando os mistérios forem revelados, os milagres serão liberados!

Sobre o autor: Larry Huch é o fundador e pastor sênior da DFW New Beginnings, em Irving,
estado do Texas. O Pastor Larry e sua esposa, Tiz, deram início a um ministério que já tem mais de trinta anos e está presente em dois continentes.

O Pastor Larry é pioneiro na área de quebra de maldições familiares, que foi tema de seus livros anteriores, Free at Last (Finalmente livre) e 10 Curses Th at Block the Blessing (Dez Maldições que Impedem a Bênção). Ele acredita rmemente na bênção que há em estudar, compreender e ensinar a Palavra sob a perspectiva judaica.



A Morte na Panela: Uma ameaça real à Igreja - Hernandes Dias Lopes


Este livro é um grito de alerta à igreja evangélica Brasileira. Uma doença grave está atingindo as entranhas da igreja em nosso País. Essa doença está sendo causada por intoxicação alimentar. Há morte na panela. O pão nutritivo está sendo sonegado, as pessoas estão comendo o refugo de doutrinas. É preciso voltar a palavra de Deus para que haja salvação para os perdidos e vida abundante para a igreja.

A Oração: Quando a terra governa o Céu

 

Todas as vitórias são possíveis quando permanecemos firmes, em posição de triunfo. Você sabe como fazer isso? Por que se conformar com migalhas quando Deus lhe fez uma promessa extraordinária: “O que vocês pedirem em meu nome, eu farei” (João 14:14)
  • Como ligar e desligar na terra.
  • Como orar segundo a vontade de Deus.
  • Como exercer na oração a autoridade de filho de Deus.
  • Como orar com eficácia em nome de Jesus.
Com a ajuda de um dos maiores expoentes do cristianismo, você obterá estímulo para sua vida de oração e aprenderá a superar obtáculo para avançar nessa importante área da vida cristã.
Leia A Oração: Quando a Terra Governa o Céu e seu relacionamento com Deus se estreitará e será enriquecido.

Contanto: Marcos Felipe - Colportor CPAD

 

A alma Católica dos Evangélicos no Brasil

Augustus Nicodemus

Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo (“cosmovisão”). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior – segundo o IBGE, seremos 40 milhões neste ano de 2006 – mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica. É um fato que a conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica uma mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados “em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.9-11), sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles. Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou a formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã. Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso historiador da ciência, “no fundo, somos todos romanos” (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?

1) O gosto por bispos e apóstolos – Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos autonomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.

2) A idéia de que pastores são mediadores entre Deus e os homens – No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas históricas, os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles e como se os pastores funcionassem como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como “a oração dos 318 homens de Deus”, “a prece poderosa do bispo tal”, “a oração da irmã fulana, que é profetisa”, etc.

3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados – O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso, entre setores evangélicos, do uso de copo d’água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode ser explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.

4) A separação entre sagrado e profano – No centro do pensamento católico existe a distinção entre natureza e graça, idealizada e defendida por Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos da Igreja Católica. Na prática, isso significou a aceitação de duas realidades coexistentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis: o sagrado, substanciado na Santa Igreja, e o profano, que é tudo o mais no mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar as coisas: sagrado é aquilo que a gente vai fazer na Igreja: assistir Missa e se confessar. O profano – meu trabalho, meus estudos, as ciências – permanece intocado pelos pressupostos cristãos, separado de forma estanque. É a mesma atitude dos evangélicos. Faltanos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado. Por exemplo, na área da educação, temos por séculos deixado que a mentalidade humanista secularizada, permeada de pressupostos anticristãos, eduque os nossos filhos, do ensino fundamental até o superior, com algumas exceções. Em outros países, os evangélicos têm tido mais sucesso em manter instituições de ensino que, além de serem tão competentes como as outras, oferecem uma visão de mundo, de ciência, de tecnologia e da história oriunda de pressupostos cristãos. Numa cultura permeada pela idéia de que o sagrado e o profano, a religião e o mundo, são dois reinos distintos e freqüentemente antagônicos, não há como uma visão integral surgir e prevalecer, a não ser por uma profunda reforma de mentalidade entre os evangélicos.

5) Somente pecados sexuais são realmente graves – A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo catolicismo romano vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e a condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais. A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a “mentirinha”, o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido reeleito ou de que teria sido reeleito por uma margem tão grande. Nas igrejas evangélicas – onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos – é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma dos evangélicos?

O que é mais surpreendente é que os evangélicos no Brasil estão entre os mais anticatólicos do mundo. Só para ilustrar (e sem entrar no mérito dessa polêmica), o Brasil é um dos países onde convertidos do catolicismo são rebatizados nas igrejas evangélicas. O anticatolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo. Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento, e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2 Co 10.4-5).

Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neocatolicismo tardio que surge e cresce em nosso país, onde até os evangélicos têm alma católica.
MORNINGSTAR NO RIO!!!

Mais informações na página do evento no Facebook:
Ministrando com o ministério Adoração Evangelistica em Santa Cruz da Serra


CONFERÊNCIA "UMA ENTREGA RADICAL" 21 a 23 de ABRIL 2011...
"
EVANGELISMO DE IMPACTO - ARCOS DA LAPA 19/03/2011 ás 21:30h

Informações: http://www.aerbr.org/
GUIA PROFÉTICO 2011 - APÓSTOLO Dr. RONY CHAVES
Apóstolo Dr. Rony Chaves

Deus foi maravilhosamente bom conosco, Seu Povo, nos deixou grandes segredos de revelação através de Israel e de Seu relacionamento íntimo com os judeus. Eles conseguiram preservar um altíssimo conhecimento sobre símbolos, códigos, representatividade e valores dentro das Sagradas Escrituras. O alfabeto hebraico e a Palavra de Jeová entregue a esse povo, encerram verdades proféticas impressionantes para diversas gerações e nações da Terra. Por isso é que temos que estudar a analisar profundamente a Bíblia, além de lê-la com muita constância. Dentro dos códigos e valores que encerram o Pentateuco ou a Torah, há alguns que merecem nossa atenção neste tempo:

Deus é um Deus de Tempos e Códigos Numéricos encerrados nas letras, expressões e palavras. O Ano de 5570 aparece no código da Bíblia mais de 200.000 vezes e sempre se relação a uma Nova Década com benção de Jeová. Este número, 5570 do Calendário Bíblico Judeu, corresponde ao Ano 2010 do Mundo Ocidental. O Ano judeu se iniciou no entardecer do nosso dia 8 de Setembro.

O ano 5570 ou 2010 tem várias implicações para nós:

1. Será uma década onde comeremos do bem da terra

2. Será uma década onde teremos sobre nós, e sobre nossa Casa, o Favor de Jeová

3. Será uma década onde desfrutaremos da Proteção Prometida de Deus e a Multiplicação de nossa Provisão e Riqueza em meio às crises dos povos.

4. Será uma década da boa vontade de Jeová para com os seus.

O fato de que o ano de 5570 ou 2010 seja o ano que marca o início de uma década significa que tudo o que foi indicado por Deus para o mesmo, aumentará Sua manifestação conforme vá avançando a década com a chegada dos anos. Por isso a chegada do ano 5571 ou 2011 de nosso Calendário Gregoriano ou Romano determina o aumento da Benção de Jeová e a Multiplicação da manifestação do que foi falado por Ele no início da Década com a chegada do ano 5570 ou 2010.

No dia 8 de Setembro se iniciou em Israel o ano 5571, que potencializou um maior nível de Benção de Deus e Suas Profecias. Para nós o fim de 2010 nos dará ainda mais, porque Deus assim o prometeu. Ainda faltam dias e horas de Grande Benção. Aleluia!

Tudo o que foi revelado por Jeová para 2010, também operará em 2011. Foi revelado para toda a Década, só que o veremos expressado em um mais alto nível de manifestação. Devemos recordar as Profecias dadas para 2010. Aqui estão:

1. O Evangelismo Profético emergirá

2. Várias nações entrarão na Reta Final de seu Maior Avivamento

3. O Povo Hispano crescerá mais na América do Norte

4. Se inicia um Novo Ciclo de Missões Latino-americanas

5. Em 2010 será o estabelecimento de uma Nova Geração

6. Surgirá uma onda de calúnias e difamações contra os Ministros de Deus

7. O despertar da Consciência Social da Igreja

8. Uma onda maior de Sobre-naturalidade envolverá a Igreja em 2010

9. Os dias de Noé virão: crescerá a homossexualidade e sua influência

10. Em 2010 o Profético se elevará a sua Máxima Potência

11. Em 2010 se iniciarão os “Anos para Honrar”

12. 2010 – ano de Novas Etapas e Novas Dimensões Ministeriais

13. A Palavra Pós-crise fará tremer as nações

14. 2010 será um Tempo de Posicionamento e autoridade

15. O ano 2010 será um ano do Espírito Santo

16. A Grande Nuvem da Glória de Deus se concentrará na América Latina

17. É ativado o Espírito de Oração, Jejum e Intercessão Profética

18. 2010 é o ano para a Guerra dos Altares

19. Um ano de muitos sinais na Terra e no Céu

20. Ano de Aceleração e Cumprimento

21. Ano para subir o Cenário Profético

Segundo explicamos no início desta Guia, todas estas profecias do Senhor entrarão no ano de 2011, em uma esfera de maior cumprimento, de maior manifestação e evidência espiritual.

Vejamos agora o que o Espírito Santo nos manda decretar para 2011.

1. O ano de 2011, ano de Prosperidade pela Palavra

O ano de 2011 marca o final de uma etapa teológica sobre o tema da prosperidade. Ensinos arcaicos sobre este tema que deixaram uma Igreja pobre e escravizada a dívidas chega a seu final.

Mulheres, Famílias, Organizações, Ministros e Ministérios que busquem o Profético encontrarão as chaves da prosperidade na Palavra de Deus que marcarão o destino de seus filhos positivamente com milagres que estes verão ante seus próprios olhos. Os filhos serão ativados para ver acontecer a multiplicação sobrenatural.

2. 2011 será o ano do impulso do Ministério da Mulher

O ano 2011 trará uma ativação maior da mulher no Ministério Quíntuplo e em postos públicos no governo das nações. Deus honrará a mulher por sua alta sensibilidade profética, por sua abertura ao profético de Deus e seu inestimável apoio financeiro para a edificação dos Cinco Ministérios da Palavra. As mulheres terão grande recompensa de Deus com grandes milagres e um poderoso mover de sobre-naturalidade através de suas vidas. Virá para elas uma poderosa colheita milagrosa pelo que semearam.

3. Em 2011 homens e mulheres que investiram anos de Ministério para edificar o Ministério Quíntuplo serão honrados por Deus como “construtores apostólicos”. Grande colheita de almas, de influência, de expansão, de posses e finanças virão para eles.

4. 2011 – ano de Enfoque na Família

Deus nos moverá a trabalhar arduamente enfocados na restauração:

 Do Lar

 Do Sacerdócio do varão na Família

 Dos Casamentos

 Das Mulheres

 Dos idosos

 Das relações entre Pais e Filhos e Filhos e Pais

5. 2011 – ano de um grande impulso para a Nova Geração de Empresários jovens

Deus se prepara para entregar uma grande diversidade de estratégias a profissionais jovens e aqueles que, mesmo não tendo títulos universitários, sentem o chamado de Deus para criar novas empresas. As idéias do Espírito Santo levarão os jovens fiéis ao êxito em suas empresas.


6. 2011 – ano do Incremento do Profético

Deus acrescentará o fluir do Mover Profético nas nações muito mais neste Novo Ano.

7. 2011 – ano do impulso do Ministério da Juventude

Especialmente na América Latina os jovens estarão à frente das gerações mais velhas tanto na Igreja como na sociedade. Deus posicionará milhares de jovens na liderança das nações (Ministérios, prefeituras, câmaras dos deputados, economia, ciência, artes, etc ).

8. 2011 – ano de Milagres Incomuns

Através da última Telemaratona de Enlace (Rede de TV latino-americana em língua espanhola), Deus declarou através de Seus Profetas e Apóstolos que Ele havia iniciado uma “Nova Hora” de milagres incomuns. Em 2011 isto será muito evidente no meio de nossas famílias e congregações.

9. Novas crises virão sobre o mundo

Muitos “reinos” serão sacudidos. Prepare-se para ver balançar a paz em algumas regiões do mundo, a economia de nações fortes e sua tranquilidade social. Os sinais dos últimos tempos: guerras, rumores de guerras, pestilências, inundações e terremotos, estarão na ordem do dia. Por isso é que devemos incrementar nossas orações a favor de nossas nações e seus governos, devemos levantar-nos em fervente intercessão contra os poderes demoníacos que intentarão trazer destruição aos povos.

Devemos constantemente revisar a Guia Profética de 2010 e de 2011, para ter claridade com o que Deus planeja fazer através da Igreja nas nações da terra.

De Avance Misionero Mundial, de Rony Chaves te enviamos os melhores desejos para 2011 e profetizamos que terão em 2011 o Melhor ano de suas vidas.

Amém.
CONFERÊNCIA CARTAS VIVAS

CONFERÊNCIA CARTAS VIVAS

Em II Co 3 Paulo escreve sobre a vida de cada um de nós. Paulo fala sobre nossa história, nossa restauração e da vida de Cristo manifesta em cada um de nós. Paulo diz :  “ Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. IIC. 3:2-3 “. Entendemos que chegou o tempo de manifestar a glória de Cristo na vida de cada filho de Deus suas Cartas Vivas.
Essa sempre foi a vontade de Cristo, formar uma igreja viva que flua na sua identidade e, como cartas, possa impactar por onde passar, liberando o bom perfume de Cristo, para que Seu nome seja conhecido e formemos uma família de muitos irmãos semelhantes a Cristo Jesus.  É essa a leitura que temos desse tempo.
Em breve, você vai poder acompanhar em nosso blog a trajetória da equipe nesse projeto em textos, áudios e vídeos e também postar seus comentários para compartilhar conosco o que você quiser, assim caminhamos juntos rumo à simplicidade do evangelho.

Dias 17 a 19 de Dezembro, na Conferência Cartas Vivas, você pode fazer parte desse grande tempo! Veja como fazer sua inscrição. AS VAGAS SÃO LIMITADAS!

INSCRIÇÕES:

Envie os seguintes dados para o email cartasvivas.secretaria@gmail.com
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Valor 40,00 (Passaporte para 3 dias + Camisa da Conferência + CD Cartas Vivas do Rei )

Sua inscrição só será confirmada mediante depósito na conta abaixo:
Banco Caixa Econômica Federal
Agencia 0213
Conta Poupança 00009869-8
IV SEMINÁRIO PROFÉTICO - 2° Igreja Batista na Taquara
ENTREVISTA REVISTA ÉPOCA 2010
Nova reforma Protestante
Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira
Ricardo Alexandre
EM CONSTRUÇÃO
Ilustração de um monumento em forma de cruz
Irani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.
Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.
Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.
Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembléia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade” (leia o quadro na última pág.). Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.
Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondida somente no futuro.”

SÍMBOLO
O cirurgião Irani Rosique (sentado, de camisa branca, com a Bíblia aberta no colo). Sem cargo de clérigo, ele mobiliza 2.500 pessoas no interior de Rondônia
Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”
Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”
Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”
“É lisonjeador saber que nos consideram ‘pensadores’. Mas o grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência. É de ética e honestidade” ·RICARDO AGRESTE, pastor da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera, em Campinas, São Paulo
Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é “uma igreja mutante para um mundo mutante”. Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de “igreja emergente” desde o final da década de 1990. “O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”
No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis (leia o quadro na última pág.). Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus freqüentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.

IV SEMINÁRIO PROFÉTICO DA REDE DE JOVENS E ADOLESCENTES
IMPACTO EVANGELÍSTICO FORTES E GUERREIROS - CABO FRIO/RJ
DISCIPULADO - VI ABRINDO CAMINHOS

CHAMADO, DISCIPULADO E COMISSIONAMENTO.

PARTE 2 – DISCIPULADO

Introdução

No estudo passado abordamos níveis de reprovação, ações e marcas de um chamado genuíno com conseqüências de provisão, fundamentação da palavra em nossas vidas e manifestação do sobrenatural de Deus, continuando o mesmo, entenderemos o discipulado de Cristo.

O discipulado é à base da visão de Cristo sobre o nosso nível de obediência, ou seja, amor, a vida no discipulado vai provar e mostrar em que níveis estão nossas vidas.

Quando observamos a sombra da movimentação de Cristo na antiga aliança através da vida de Moisés e o povo, vemos um povo sendo liberto do Egito representando a Páscoa e avançando no deserto para o propósito de Deus em suas vidas, mas o que deveria durar 40 dias como foi com Cristo pós a Páscoa demorou 40 anos, por que o povo estava debaixo de uma desobediência, ou seja, uma caminhada de discipulado no deserto baseada em desobediência.

Pessoas assim, como o povo no deserto, por não entenderem o discipulado nunca entendem o Reino, a Igreja, as pessoas, acabam caindo em descrédito, crises, pois até hoje não corresponderam primeiramente ao chamado de Cristo e o que era para ser estabelecido em tempo imediato, vai demorar bastante, voltas e voltas no deserto gerando no final morte.

Estamos vivendo um tempo de aceleração, Deus está realizando e levantando pessoas de forma muito rápida, mas não vemos um tempo de aceleração sem submeter – se ao discipulado. E quando falamos de discipulado, não falamos de submeter – se a uma pessoa e sim as ordenanças e ensino de Cristo através de uma pessoa.

Por exemplo, você poderia sentar em um carro e tentar aprender a dirigir sozinho, vai sofrer algumas batidas, vai demorar muito devido às dúvidas e etc… Mas, se você sentar em um carro ao lado de uma pessoa que lhe ensine, você vai aprender melhor e mais rápido. Por tanto, há uma ordenança liberada por Cristo, nesse período de 40 dias muito importante para entendermos o chamado genuíno da igreja, fazer discípulos:

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”. Mateus 28: 19 – 20.

È muito bom observarmos que a ordem de Cristo descreve não somente o ensino, mas também o batismo, pois o mesmo não significava apenas imersão total, morte para o pecado e nova vida, mas também submissão ao ensinamento ou doutrina.

Quando nos batizamos estamos dizendo “aceito a doutrina ministrada por essa igreja ou discipulador”, os fariseus batizavam os saduceus, Aristóteles batizava seus discípulos entre outros…

Quando Jesus aparece para ser batizado por João Batista, Ele esta dizendo eu aceito, eu me submeto à doutrina ou ensinamento de João Batista, que era o evangelho do Reino de Deus.

O intuindo desse trabalho é gerar discípulos que vivam o ensinamento de Cristo gerando um povo com uma só linguagem, uma só força e intenção. Vamos entender como Jesus fez isso com os discípulos antes do comissionamento.

Processo de Restauração no Discipulado

1. 1. Escolhas e Prioridades

“E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os. Então, eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram. Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo.” Mateus 4: 19 – 23

Vimos no estudo, Lucas nove, homens fazendo auto-convites, escolhendo voltar para despedir – se de sua casa, enterrar seu pai, representando prioridades, conceitos de paternalismo e estruturas religiosas que não estão relacionadas a Cristo e o avanço do Reino de Deus, com isso, estudamos pessoas que criam ciclos ministeriais em suas vidas sem propósitos, ciclos que começam e não terminam, mais uma vez pessoas frustradas.

Os discípulos, citados no versículo acima, souberam fazer a escolha certa, largaram tudo para seguirem a Jesus, iniciando um tempo maravilhoso de ensino, comunhão, milagres, o discipulado de Cristo, pois foram chamados pelo Senhor, percebe que estavam debaixo do mesmo processo citado em Lucas nove, pai (conceitos de paternalismo), casa (estruturas religiosas), barco e vida orgânica (mentalidade e segurança), mas as suas escolhas foram diferentes, os mesmos decidiram seguir a voz do Mestre, o que Jesus tinha para oferecer, não as suas próprias forças e experiências.

1.2. Mudança de Mentalidade

Todo o povo estava ligado há uma mentalidade religiosa, tinham um Deus, mas nunca entenderam os propósitos desse Deus instituído na Lei (Torá) no inicio. Observamos isso em Mateus cinco.

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”. Mateus 5:17

Revogar, grego kataluo, significa destruir, abolir, anular.
Cumprir, grego pleroo, significa trazer a plenitude, completar, trazer pleno entendimento.

Jesus não está trazendo nada novo, na verdade está trazendo a plenitude do entendimento da lei, mudando a mentalidade estruturada em dogmas, preceitos e leis humanas.

Poderíamos citar vários exemplos nos evangelhos, mas vamos observar essas mudanças do entendimento em Lucas 5:33 – 39.

“Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os dos fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão. Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos e ambos se conservam. E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: O velho é excelente”. Lc 5: 33 – 39

Essas representações citadas por Cristo expressão uma preparação, após o chamado há uma preparação no discipulado, é muito bom abordar isso, pois as maiorias das pessoas foram ou estão machucados devido ao mau discipulado, esses estudos precisam fazer você analisar se o discipulado de Cristo na pessoa do Espírito Santo está funcionando em você, pois quando isso começa a funcionar em sua vida, você não se submete a ninguém que não tenha vida no Espírito.

Algumas pessoas quando encontram o rotulo do vinho novo, começam a achar que o vinho velho não presta mais, acham que o novo veio destruir o velho, exemplo,

“Tenho uma nova visão que vai mudar a história desse povo, abandonem tudo…”

Há apenas um equilíbrio, não estamos trazendo um tempo novo de discipulado, estamos apenas vivendo, crescendo juntos debaixo do ensinamento de Cristo, que explica aquilo que Deus já tinha revelado antes de tempos eternos e o homem nunca entendeu… Sabendo que aquilo que o homem não entendeu, mas institui de maneira errada (odres velhos), não pode receber vinho novo, precisa – se de odres novos (nova mentalidade) para um vinho novo.

Felicidade no Discipulado de Cristo

Essa felicidade começa quando levantamos princípios, e esses mesmos já foram revelados e Mateus cinco nas bem aventuranças, a expressão “bem-aventurado” é a mesma para “feliz”, estas são atitudes fundamentais que, quando possuídas e experimentadas, trazem grande satisfação.

No sermão da montanha Cristo ensina aos discípulos princípios para uma caminhada ministerial genuína e feliz, há anos visualizávamos Cristo ensinando isso à multidão, mas preste bastante atenção no que diz o versículo abaixo:

“Vendo Jesus às multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los, dizendo:” Mateus 5: 1 – 2

Nota que o famoso ensino do sermão da montanha, foi apenas para os discípulos, ou seja, os oitenta e dois. A receita para felicidade é para aqueles que querem ser discípulos de Cristo.

“Felizes os pobres no espírito, porque deles é o reino dos céus”. Mateus 5: 3

À primeira vista poderíamos imaginar que esta expressão se refere àqueles que têm pouco ou nenhum dinheiro. William Barclay, uma grande autoridade em Grego, diz:

“… no contexto judaico a palavra ‘pobre’ era usada para descrever o humilde e o homem sem nenhuma ajuda que colocava toda a sua confiança em Deus”.

Esta é uma atitude de absoluta humildade. E uma promessa especial segue esta primeira atitude “… porque deles é o reino dos céus”, portanto, a primeira atitude na vida de um servo autêntico é uma profunda dependência e confiança no Deus vivo. Para alinhar esse versículo ao que estamos escrevendo, leia abaixo o que o Senhor diz a Jeremias:

“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR! Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto. Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações”. Jeremias 17: 5 – 10

“Felizes os que choram, porque serão consolados”. Mateus 5:4

Atualmente há sobre nós uma mentalidade de que para sermos espirituais não podemos expor nossas fraquezas, dores e aflições, entenda que o termo grego que Mateus usa traduzido por “chorar” é um dos mais fortes termos para este contexto.

Esta palavra aparece em outras passagens como II Co. 12:21 onde nos diz que o Apóstolo Paulo “chorou” por muitos que pecaram. Este termo cobre várias idéias como o sofrimento de um coração quebrado, a dor da alma, a mente angustiada, podemos incluir algumas idéias que expressão isso:

• Chorar sobre as coisas erradas no mundo,
• Chorar sobre as perdas pessoais,
• Chorar sobre os próprios erros e pecados,
• Chorar sobre a morte espiritual ou natural de alguém próximo. Sobre todos esses momentos, nos quais, necessitamos passar como discípulos há uma ação poderosa no Espírito, seremos consolados.

“Felizes os mansos, porque herdarão a terra”. Mateus 5:5

O terceiro principio que Jesus inclui neste discipulado é a mansidão. Novamente podemos ter uma impressão errada desta expressão. Nós pensamos que “bem-aventurados são os fracos porque eles serão capachos dos outros”.

Mas a palavra “mansidão” possui significados completamente diferentes de “fraqueza” e “subjulgamento”. Alguns significados da palavra mansidão:

• Um animal selvagem que tenha sido domesticado, trago sobre o controle, é descrito como sendo “manso”. • Palavras cuidadosamente escolhidas para acalmar emoções estressantes são referidas como palavras “mansas”.

Algumas expressões que explicam melhor a palavra manso:

“tendo o forte sobre controle”, “sendo calmo e pacifista quando rodeado por uma atmosfera esquentada”, “emitindo um efeito calmo naqueles que estão nervosos ou talvez sobre eles mesmos”, “possuindo tato, graça e cortesia que faz os outros reaverem suas auto-estimas e dignidades”.

Para esses há herança nessa vida, a terra.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos”. Mateus 5: 6

Quando leio esse texto, vejo posicionamento, pessoas sedentas, famintas por tudo que é certo, mesmo vivendo em uma sociedade corrompida, egoísta que está cega diante todas as impurezas que regem a Terra, um povo injusto.

Jesus quando ensina essa justiça, não está falando de nenhum movimento político ou econômico, pois todo aspecto das bens aventuranças são espirituais.

Jesus está ensinando aos discípulos a se posicionarem com muita paixão por justiça, justiça de Deus…

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”. Mateus 5:7

O termo “misericórdia” refere-se à pessoa em necessidade. É a ministração aos miseráveis.

O oferecimento de ajuda voluntária para aqueles que feridos e sofredores estão sobre as desgraças das adversidades da vida.

Podemos definir que misericórdia:

• Não significa simpatizar-se com a pessoa no sentido popular do termo;
• Não significa simplesmente sentir pena de alguém em dificuldade;
• Não é uma simpatia exterior pelo próximo, mas algo que brota deliberadamente do interior nos identificando com a dor do outro até vermos as coisas como o próximo ver e sentirmos as coisas como ele está sentindo;
• Isto é muito mais to que um aceno emocional de piedade; demanda um esforço deliberado na mente e vontade. O seu senso se justiça vai mudar, ao entrar na casa de um faminto, não ofereça apenas uma oração, dê comida, bebida, sacie a necessidade do seu próximo, seja justo!

O livro de Tiago expressa muito bem esse termo:

“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta”. Tiago 2:14 – 17

Os verdadeiros discípulos cuidam, importam – se, envolvem – se. Se necessário se “sujam”, oferecem muito mais que palavras, oferecem vida.

“Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade”. I João 3:17 – 18

O que eles recebem em troca? “… alcançarão misericórdia”.

Misericórdia é “contagiosa”. Deus promete que aqueles que demonstrarem misericórdia, receberão misericórdia. Esse pagamento em dose dupla vem de Deus, que tem prazer em ser misericordioso.

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus”. Mateus 5:8

Assim como o pobre de espírito, o limpo de coração trata diretamente do homem interior.

Não apenas fazer o certo, mas fazer para razão certa. Ser liberto da duplicidade, hipocrisia e engano, Cristo deseja que os seus discípulos sejam pessoas reais.

“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores”. João 4:23

Jesus ensina a verdade em palavras e atitudes, mas na mesma época havia homens religiosos que exigiam pureza no coração dos outros, mas seus próprios corações eram enganosos. Em Mateus 23, Jesus trata de forma dura essas características.

Vamos ver algumas dessas características nesses religiosos:

• Eles eram grandes em governar, mas pequenos em santidade – Governo sem santidade pode se tornar tirania.
• Eles eram grandes nas expressões externas, mas pequenos internamente;
• Eles eram grandes nos mandamentos públicos, mas pequenos na obediência pessoal;
• Eles eram grandes na aparência, mas pequenos na realidade.
• Eram sepulcros caiados que pareciam homens justos por fora, mas morte e podridão por dentro.

Discípulos e discipuladores que são puros de coração não possuem máscaras e Deus os premia com bênçãos especiais advindas dos céus, esses verão a Deus.

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”. Mateus 5:9

Interessantemente esta é a única vez no Novo Testamento que esta palavra grega, eirenopoios, “pacificadores” aparece.

Vamos entender o que não é pacificador:

• Pacificador não significa, “Bem-aventurados são aqueles que evitam todo tipo de conflito e confrontações;”
• Pacificadores não significa, “Bem-aventurados são aqueles que recuam e que são fáceis de lidar.”
• Pacificadores não significa, “Bem-aventurados são aqueles que defendem a paz a qualquer filosófico preço”.
• Pacificador não significa, “Bem-aventurados são aqueles que comprometem suas convicções quando estão rodeados daqueles que discordam deles”.

Vamos ler alguns versículos que tratam o assunto:

“Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.” Romanos 12:18

“Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.” Romanos 14:19

“Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.” Tiago 3:16-18

“Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.” Efésios 4:2-3

O que significa Pacificador?

Primeiramente, um “pacificador” é o servo que está em paz consigo mesmo – internamente, não agitado, não doente em seu temperamento, não abrasivo.

Em segundo lugar, ele trabalha duro para assentar as discórdias, não começá-las. É aquele tolerante que não tem prazer em ser negativo, mas busca sempre uma palavra positiva para transformar a tensão e calma.

Vamos ver o que Salomão diz:

• Eles são construtores

“Toda mulher sábia edifica a sua casa…” Pv. 14:1

• Eles vigiam suas línguas e curam ao invés de machucar

“A resposta branda desvia o furor…” Pv 15:1

“As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos.” Pv 16:24

• Eles são devagar em se enraivecer

“O homem iracundo suscita contendas, mas o longânime apaziguará a luta.” Pv 15:18.

“Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso, e o que controla o seu ânimo do que aquele que toma uma cidade.” Pv 16:32

• Eles são humildes e confiantes

“O orgulhoso de coração levanta contendas, mas o que confia no SENHOR prosperará.” Pv 28:25

“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós”. Mateus 5: 10 – 11

Todas as vezes que lemos a expressão “perseguido” o quadro que nos vem à mente é o dos cristãos dos primeiros séculos que foram perseguidos e mortos por amor do Evangelho. O Livro de Hebreus trata muito bem disso:

“outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados”. Hebreus 11: 36 – 40

Obviamente a palavra perseguido significa “perseguição física”, e, diga-se de passagem, há muitos cristãos sendo perseguidos em nossa geração em países nos quais a pregação do Evangelho é proibida. Mas, a palavra “perseguido” é muito mais abrangente, nós vivemos num mundo que “jaz do maligno”, num sistema moldado por valores tortos e inimigos da santidade.

Quando vivemos uma vida piedosa e comprometida com o discipulado de Cristo certamente enfrentaremos perseguições que podem se diferenciar em físicas, emocionais, sociais e espirituais desses é o Reino dos Céus.

Bibliografia: Apostila Jorge Luiz Patrocínio – Saint Louis/MO

O texto das bem aventuranças resume um padrão de discípulos e nos ensina a cuidar de pessoas e nos reconhecer, então dentro do que você leu acima, identifique – se, pois na identificação que estão os melhores frutos.

Discipulado positivo, onde está o seu Onésimo?

Vamos ver o texto que resume um discipulador e o resultado de um discípulo, muita gente não lê o Livro de Filemon, mas esse livro é a maior expressão de um discipulado positivo, pois muitos resultados de discipulado são negativos, Judas foi um caso desses…

Em Filemon encontramos a essência de um discipulado depois de Cristo, Leia abaixo a expressão alegre de Paulo sobre o seu discípulo Filemon, pois o mesmo fez um trabalho árduo na vida de pessoas e no pior momento de sua vida, as portas da morte, o prazer de viver já não está na sua própria vida e sim na vida do próximo. Compreendo que o resultado final na vida no discipulado é começar a ter alegria na vida do outro.

“Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações, estando ciente do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos, para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo. Pois, irmão, tive grande alegria e conforto no teu amor, porquanto o coração dos santos tem sido reanimado por teu intermédio”. Filemon 1:4 – 7

O prazeroso é que quando a vida se torna distante para o discipulador o mesmo vai ver o resultado da vida dele na vida de outros. Por tanto, nós discipulamos pessoas para que a vida delas torne – se o motivo da nossa alegria e a manifestação da nossa obediência em Deus. Trabalhe para que aja um agradecimento de Deus, por ver pessoas avançando no Reino.

Todo o discurso acima das bem aventuranças foi para gerar em nós uma maturidade, no qual, encontraremos os nossos Onésimos, leia abaixo:

“Pois bem, ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para te ordenar o que convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor, sendo o que sou, Paulo, o velho e, agora, até prisioneiro de Cristo Jesus; sim, solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas. Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim. Eu to envio de volta em pessoa, quero dizer, o meu próprio coração”. Filemon 1:8 – 12

Os Onésimos são aqueles problemáticos que cruzam os nossos caminhos, roubaram, traíram, caluniaram, trouxeram contendas, mas depois de um tempo de discipulado passam a ser úteis tanto para igreja como para lideres.

Quantos Onésimos vocês tem se dedicado?

Que toda essa palavra torne – se pratica na sua caminhada cristã, não espere o momento certo ou ideal, apenas gere discípulos em tempo e fora de tempo, Onésimo foi gerado em meio às algemas como prisioneiro e Paulo estava lá… Esse foi o tempo que mudou a vida dele e o tornou útil para avançar no Reino juntamente com Filemon, quebrando todos os limites dos sentimentos humanos. Talvez, Onésimo tenha sido para Paulo o vinho mais precioso, pois foi gerado em tempos difíceis, talvez você esteja em uma caminhada no deserto muito difícil, mas procure os Onésimos, pois eles serão resultados e frutos da sua própria vida em Jesus.

Viva hoje o discipulado de Cristo, para que Ele não comente na eternidade: “Todas as ovelhas que vieram a Mim, Eu não perdi nenhuma delas, se você é Meu discípulo, por que perdeu as que Eu enviei?”


Continua…


Por Marcos Felipe e Alexandre Pilar
Digitalizado por Marcos Felipe

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